cooagricalcooagricalhttps://www.cooagrical.pt/blogADUBAÇÕES VERDES: SAIBA COMO FAZER]]>https://www.cooagrical.pt/single-post/2019/03/07/ADUBA%C3%87%C3%95ES-VERDES-SAIBA-COMO-FAZERhttps://www.cooagrical.pt/single-post/2019/03/07/ADUBA%C3%87%C3%95ES-VERDES-SAIBA-COMO-FAZERThu, 07 Mar 2019 16:54:58 +0000
A utilização de plantas pode ajudar a melhorar o solo, que é a base de todo o sistema do jardim e da horta.
Para se ter um jardim e horta mais bio, deve começar-se por dar muita atenção ao solo.
O solo é a base de todo o sistema do jardim e da horta, ele deve fornecer água e nutrientes às plantas bem como abrigar seres vivos benéficos para estas.
Plantas que melhoram a qualidade do solo
Em primeiro lugar podemos considerar algumas plantas que ajudam a melhorar as qualidades nutricionais e/ou estruturais de um solo, nesta categoria incluímos muitas leguminosas e também algumas gramíneas.
As leguminosas
São uma grande família de plantas que inclui os feijões, as ervilhas, favas, lentilhas, mas também árvores como as acácias, as alfarrobeiras e as olaias, e arbustos como o tojo. Todas as leguminosas partilham uma característica que as define; uma simbiose com bactérias fixadoras de azoto atmosférico. Estas formam nódulos nas raízes das leguminosas onde o azoto que fixam é disponibilizado à planta em troca de açúcares produzidos na fotossíntese.
Leguminosas de inverno/primavera
Em Portugal a maioria das leguminosas possíveis de consociar com um jardim ou uma horta são normalmente plantas de inverno/primavera, como as favas, as ervilhas e os tremoços, por exemplo. No verão, o feijão pode ser usado. O ideal é semear as leguminosas no final do outono e, depois de colher os seus frutos, enterrar a vegetação de modo a enriquecer o solo com todo o azoto que se encontrava concentrado na matéria vegetal.
Na agricultura esta prática tem sido muito utilizada ao longo da história da humanidade, e numa pequena horta é fácil de a replicar, uma vez que podemos aproveitar o inverno para produzir leguminosas que nos agradem ao mesmo tempo que enriquecemos o solo para as culturas de verão. Algumas, como o tomate ou o pimento agradecem visivelmente a contribuição das leguminosas semeadas anteriormente.
Utilização de tojo como adubo concentrado
Antigamente as pessoas no meio rural recolhiam os “matos”, largamente compostos por leguminosas como os tojos, para compor a cama do gado. Esta cama era depois levantada, curtida (compostada) e depois incorporada no solo nas hortas. Estes composto era riquíssimo em nutrientes e formava um “adubo concentrado” muito eficaz, riquíssimo em vida microscópica que era introduzida no solo junto com o estrume.
Com o desenvolvimento de fertilizantes produzidos de forma industrial esta prática de recolha de matos foi quase abandonada. E apesar destes garantirem a fertilidade necessária para as plantas, não incluem os microrganismos benéficos que o composto assegura.
Fertilizar o jardim com leguminosas
No jardim também é possível aproveitar o melhor das leguminosas. Existem muitas variedades de tremoços ornamentais que ganham um porte significativo e têm flores muito apelativas, são muito decorativos na primavera no auge da floração. Tal como no caso das hortas estes tremoços podem, no fim da floração, ser incorporados no solo do jardim e assim acrescentar-lhe matéria orgânica valiosa.
O azoto
O excesso de azoto no solo pode ser problemático. Normalmente estes solos têm mais problemas com infestantes sendo um indicador muito frequente a presença de urtigas e malvas. Uma redução dos níveis de azoto irá reduzir a competição com infestantes e melhorar as condições para a produção de hortícolas por exemplo. Na horta, o excesso de azoto pode afetar a produção de tudo o que for frutos uma vez que a planta se torna demasiado vegetativa em vez de frutificar é literalmente “muita parra e pouca uva”.
Cereais, adubo verde
Também na agricultura se descobriu uma forma de solucionar este problema. Uma forma muito eficiente é a sementeira de cereais como adubo verde. Os cereais (os mais utilizados são o trigo, o centeio ou a cevada) são muito eficientes a consumir o azoto no solo e a melhorar a estrutura do solo.
Ao contrário de outras plantas muitos cereais não têm raízes muito profundas mas formam uma rede de raízes muito densa nas camadas superficiais do solo. Esta rede permite a entrada de oxigénio e água no solo, descompactando o solo e permitindo que outros organismos encontrem condições favoráveis. Os cereais também protegem bastante bem o solo durante chuvadas. As suas raízes seguram a terra, impedindo que esta seja arrastada.
Organismos inimigos das plantas
Além dos problemas nutricionais o solo também pode apresentar problemas com organismos inimigos das plantas, sobretudo aqueles que causam doenças, como fungos, bactérias e nematodes. Também neste caso a Natureza nos pode apresentar algumas soluções.
Nematodes
São um grupo de seres vivos que se assemelha a minhocas microscópicas. Existem nematodes adaptados a ambientes diferentes; desde predadores, espécies marinhas, espécies que são parasitas (as lombrigas), e espécies que parasitam as plantas.
Nestas últimas são muito conhecidos os nematodes das galhas, assim chamados porque formam galhas nas raízes das plantas. Estes nematodes são mais frequentes em solos arenosos e as solanáceas são particularmente suscetíveis.
Os juvenis entram nas raízes após a eclosão e induzem o crescimento das células vegetais formando galhas. As galhas servem de proteção e alimento para os nematodes no interior. Estas limitam o funcionamento normal das raízes, dificultando a passagem de água e nutrientes. Quando atacadas, as plantas reduzem significativamente a sua produtividade e apresentam caules finos e aspeto debilitado. Na agricultura, são ainda frequentes nematodes que atacam cenouras deformando-as, e batatas nas quais reduzem muito a produção.
Biofumigação
O combate a estes organismos pode ser muito difícil. A prevenção bem como a rotação de culturas são as medidas mais eficazes para o seu controlo. Algumas técnicas recorrem a um tipo de adubação verde para ajudar a controlar este problema; a bio fumigação. Para este fim realizam-se sementeiras de mostarda ou outras brássicas. Estas plantas são depois incorporadas no solo e a sua decomposição liberta substâncias com efeito nematodicida.
As mostardas têm a vantagem de terem níveis elevados desta substâncias e crescerem rápido, pelo que são muitas vezes utilizadas. Por vezes após a incorporação no solo, este é ainda tapado com plástico por algum tempo para que os gases produzidos tenham o maior efeito possível nos nematodes.
Rotação de culturas e consociações
É sempre aconselhável fazer rotação de culturas para que os nematodes não tenham sempre o mesmo hospedeiro disponível e assim se mantenham no solo de forma permanente. Mas existem também plantas que podem consociar não antes mas durante a cultura principal, são as plantas-companhia.
O cravo-túnico
Um caso positivo de planta-companhia para combater nematodes é o cravo-túnico. Algumas variedades de cravo-túnico produzem substâncias que matam nematodes. Outras funcionam como armadilha, atraindo os nematodes para as suas raízes onde estes não se conseguem reproduzir. De qualquer forma plantar cravos-túnicos em conjunto com tomate ou outra espécie mais sensível aos nematodes pode ser uma boa ideia.
Adição de matéria orgânica
Mais uma vez, adição de matéria orgânica é a chave para o sucesso e prevenção de doenças do solo. Ao adicionar composto ou matérias verdes das leguminosas/cereais, aumenta-se o número de inimigos naturais no solo capazes de estabelecer um equilíbrio no ecossistema. Estas técnicas são mais trabalhosas e demoradas relativamente à utilização de soluções artificiais como os pesticidas, mas no jardim ou na horta, creio que temos todas as ferramentas para o fazer de forma sustentável, promovendo a biodiversidade do ambiente que nos rodeia.
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PROPRIEDADES DO FUNCHO]]>https://www.cooagrical.pt/single-post/2019/03/07/PROPRIEDADES-DO-FUNCHOhttps://www.cooagrical.pt/single-post/2019/03/07/PROPRIEDADES-DO-FUNCHOThu, 07 Mar 2019 16:22:49 +0000
O funcho é um diurético natural e promove a saúde do fígado, dos rins e do baço. Como muitos vegetais, contém fitoquímicos, incluindo a rutina, a quercetina e o caempferol, que atuam como poderosos antioxidantes.
A rutina fortalece os vasos capilares, melhorando a má circulação, enquanto a quercetina evita doenças inflamatórias como a asma. Provou-se que o caempferol reduz o risco de doenças cardíacas. O anetole outro composto presente no funcho, é um antiespasmódico, que evita espasmos intestinais, de que sofrem muitas vezes as pessoas com síndrome do cólon irritável.
Ao nível de nutrientes, o funcho é composto por vitaminas B3, B5, C, E, K, betacaroteno, biotina, folato, cálcio, iodo, ferro, magnésio, manganés, fósforo, potássio, selénio, zinco e fibra.
Este bolbo verde é muito rico em antioxidantes que evitam diversas doenças e pode ser comido cru ou cozinhado. Fique agora aqui com algumas receitas a fazer com esta planta e tire o melhor partido das suas propriedades.
Funcho salteado
Ingredientes
1 colher de sopa de azeite2 bolbos de funcho, limpos e com rodelas finas8 dentes de alhoPimenta preta moída
Preparação
Aquece o azeite numa frigideira, junte o funcho e frite levemente o alho até ficar ligeiramente mole. Tempere com pimenta preta. Sirva como acompanhamento ou com pão integral estaladiço e queijo.
O funcho é recomendado, por muitos nutricionistas, para perder peso, possuindo propriedades que fazem reduzir o apetite e que criam a sensação de que o estômago está cheio. Este sumo, põe-nos qualquer um em forma depois de uma patuscada.
Sumo de pepino, aipo, abóbora e funcho
Ingredientes
½ pepino, cortado em pedaços3 talos de aipo, incluindo a parte superior, cortados em pedaços½ abóbora descascada (sem as sementes) e cortada em pedaços2 bolbos de funcho aos quartos
Preparação
Esprema alternadamente os pedaços de pepino, aipo, abóbora e funcho num espremedor. Mexa e beba imediatamente.
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FAO lança livro sobre ações integradas de sustentabilidade agrícola]]>https://www.cooagrical.pt/single-post/2019/02/11/FAO-lan%C3%A7a-livro-sobre-a%C3%A7%C3%B5es-integradas-de-sustentabilidade-agr%C3%ADcolahttps://www.cooagrical.pt/single-post/2019/02/11/FAO-lan%C3%A7a-livro-sobre-a%C3%A7%C3%B5es-integradas-de-sustentabilidade-agr%C3%ADcolaMon, 11 Feb 2019 16:56:10 +0000
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou um livro que discute estratégias integradas para garantir a sustentabilidade agrícola.
Segundo a agência da ONU, um terço das terras agrícolas é avaliada como degradada em níveis de moderado a alto.
A agricultura é responsável por 70% da coleta de água no mundo e está associada à poluição ambiental.
A FAO também estima que a produção de alimentos responde por 75% da perda da agrobiodiversidade.
Com contribuições de 78 especialistas, o volume aborda desde demografia e pobreza rural até biodiversidade e escassez de água, apresentando exemplos viáveis para articular setores da produção de alimentos sem prejudicar o capital socioambiental existente.
Segundo a agência da ONU, um terço das terras agrícolas é avaliada como degradada em níveis de moderado a alto.
O organismo internacional ressalta ainda que os sistemas de produção agrícola, incluindo na conta o desmatamento, contribuem com 29% das emissões globais de gases do efeito estufa.
Esses gases estão na origem das mudanças climáticas, que já têm impacto sobre os meios de subsistência das populações mais vulneráveis, especialmente nas áreas rurais.
«Não podemos continuar a produzir alimentos da mesma maneira», contando com técnicas agrícolas intensivas, insumos químicos e mecanização, afirmou o chefe da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, por ocasião do lançamento do livro.
Na avaliação do dirigente, ações pontuais, que tentam encaixar novas técnicas em padrões produtivos já estabelecidos, são insuficientes para colocar a agricultura num caminho sustentável. Segundo Graziano, é necessário revisar políticas e orientações mais amplas, a fim de lidar com os conflitos de interesse que surgem com a necessidade de mudar o modo de cultivar alimentos.
«Precisamos mudar para uma abordagem mais interconectada da sustentabilidade», enfatiza o especialista.
O livro “Alimento Sustentável e Agricultura: Uma Abordagem Integrada” apresenta evidências e experiências que mostram como a agricultura sustentável pode ser aprimorada em diferentes escalas.
A obra reúne 48 capítulos de pesquisadores da FAO, universidades e outras organizações. Em quase 600 páginas, o leitor pode conhecer iniciativas de governança e políticas públicas para a resolução de questões nacionais e globais.
Editada pela FAO em parceria com a Academic Press Division, da Elsevier, a publicação é direcionada a formuladores de políticas, profissionais de pesquisa e extensão agrícola, de desenvolvimento e estudantes e professores de ciências biológicas, sociais e agrícolas.
http://www.agronegocios.eu/noticias/fao-lanca-livro-sobre-acoes-integradas-de-sustentabilidade-agricola/
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TANGERINAS, DELICIOSAS E SAUDÁVEIS]]>https://www.cooagrical.pt/single-post/2019/02/06/TANGERINAS-DELICIOSAS-E-SAUD%C3%81VEIShttps://www.cooagrical.pt/single-post/2019/02/06/TANGERINAS-DELICIOSAS-E-SAUD%C3%81VEISWed, 06 Feb 2019 12:42:45 +0000
A tangerina (Citrus reticulata) é um citrino de cor laranja e sabor bastante doce e agradável, de formato achatado e cuja casca é relativamente fácil de tirar.
A tangerina é conhecida por muitos outros nomes em Portugal e no Brasil, como clementina, tangera, mexerica, laranja-cravo, mimosa, mandarina, poncã, entre outros. Terá sido trazida de Tânger para Portugal, daí o seu nome, embora noutros países da Europa a sua introdução tenha sido mais tardia.
A origem desta espécie é a Ásia, onde prefere climas húmidos subtropicais e tropicais. As tangerineiras e seus híbridos são bastante cultivados ao redor do mundo, embora bastante menos do que as laranjeiras.
Cultivo e colheita
Portugal tem um clima algo favorável ao cultivo da tangerina, sobretudo no Sul do País e ilha da Madeira. Noutras zonas, poderá haver microclimas propícios, em locais abrigados dos ventos e sem geadas, voltadas a Sul. A China, a Espanha e o Brasil são os principais produtores mundiais, com a China a liderar por grande margem, com cerca de metade da produção.
Existe um grande défice no mercado nacional em termos de abastecimento destes frutos e Espanha fornece quase toda a fruta em falta.
A tangerineira é uma árvore mais pequena do que a laranjeira, com espinhos nos ramos, que raramente ultrapassa os quatro metros.
São geralmente autoférteis e facilmente se danificam com o frio, mesmo os frutos, devido à sua casca fina. Climas com temperaturas entre os 20º e os 30 ºC são os ideias para cultivo das tangerinas.
As regas ajudam a aumentar a produção e, como todos os citrinos, a tangerineira necessita de muita água nos meses secos. O modo mais eficiente de fazer estas regas é com sistemas gota a gota.
Num quintal, duas ou três árvores podem satisfazer as necessidades de uma família média. Em pequenos pomares, as tangerineiras são muitas vezes cultivadas com outros citrinos como limoeiros ou laranjeiras.
Manutenção
A propagação das tangerineiras é quase sempre feita por enxertia ou estaquia para preservar as características das variedades. A propagação a partir de sementes produziria espécimenes muito incertos em termos de qualidade e quantidade de frutos e demoraria longo tempo até à primeira floração.
A poda dos citrinos deve ser feita pouco tempo depois da colheita, abrangendo os períodos mais frios do ano. Geralmente, os citrinos têm uma boa forma arredondada mesmo sem poda; as podas são muitas vezes ligeiras apenas para corrigir eventuais desvios ou então em árvores abandonadas para lhes restituir o vigor produtivo.
As tangerineiras gostam de solos férteis, frescos e bem drenados. O uso de compostos bem curtidos e estercos ajuda a melhorar a estrutura do solo e a fertilidade. As tangerineiras sofrem com as infestantes que disputam com elas o azoto, pelo que as mondas são essenciais. A plantação das tangerineiras pode ser efetuada entre março e maio, visto que a floração costuma ser tardia no nosso País.
Algumas das variedades de tangerineiras e seus híbridos mais cultivados são a ‘Okitsu’, a ‘Clementina fina’, a ‘Clementina nules’, a ‘Her- nandina’, a ‘Ortanique’ e a ‘Encore’.
Pragas e doenças
Relativamente a doenças, algumas das que afetam a tangerineira são a fumagina, o míldio e a gomose. Quanto a pragas, podemos apontar a psila dos citrinos, as cochonilhas, os ácaros e os afídios. Como sempre, a melhor política é prevenir para não se ter de se recorrer mais tarde a tratamentos químicos.
Propriedades e usos
Além de serem muito consumidas ao natural, as tangerinas são usadas em culinária, doçaria e cosmética, e surgem cada vez mais enlatadas, o que permite aumentar bastante o tempo de conservação.
A tangerina, além de ser rica em vitaminas A e C, também é rica em sais minerais como potássio, cálcio, fósforo e magnésio. É muito apreciada pelo seu sabor menos ácido do que aquele da laranja. Além de significar abundância na China, a sua casca é utilizada na medicina tradicional chinesa.
Ficha técnica da tangerina (Citrus Reticulata)
Origem: Ásia.Altura: Geralmente até 4 metros.Propagação: Geralmente, por estaquia ou enxertia de borbulho, mais incomum por semente.Plantio: Final do inverno e início da primavera.Solo: Solos profundos, férteis e bem drenados. Necessita de bastante humidade no solo.Clima: Prefere clima subtropical e tropical. O Algarve é a região mais propícia.Exposição: Sol, localizações abrigadas do vento.Colheita: Final do outono e inverno.Manutenção: Poda, mondas, sachas.
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Modernizar na Agricultura...Em Português]]>https://www.cooagrical.pt/single-post/2019/01/28/Modernizar-na-AgriculturaEm-Portugu%C3%AAshttps://www.cooagrical.pt/single-post/2019/01/28/Modernizar-na-AgriculturaEm-Portugu%C3%AAsMon, 28 Jan 2019 13:19:58 +0000
A startup portuguesa Agroop apresenta a tecnologia IoT para a agricultura
A empresa portuguesa apresenta um produto integrado para o setor agrícola – composto pelo multisensor Stoock e pela aplicação Agroop Cooperation.
Esta solução, que está prestes a entrar nos EUA, é considerada tão inovadora que já colocou a Agroop na lista das oito a monitorizar ao nível global. Esta tecnologia portuguesa já está presente em 8 países, para além de Portugal; Espanha, Itália, Chile, Paraguai, Brasil, Colômbia e Austrália.
32% de poupança e aumento da produção em 12,6%
A tecnologia Agroop já foi alvo de um caso de estudo: durante quatro meses, a solução foi utilizada na cultura da batata num campo da cooperativa Louricoop.
Os resultados foram:
· Poupança de água em 32%;
· Poupança de energia em 32%;
· Aumento de produção limpa (sem refugo) de 12.6%;
· Batatas com textura e tamanho mais uniformes e pele com melhor aspeto e qualidade.
O vídeo deste caso de estudo, assim como detalhes adicionais, podem ser visualizados aqui
Receita para a diferenciação?
Escalabilidade e simplicidade
Para Bruno Fonseca, o CEO da empresa, “o que distingue a Agroop da competição nacional e internacional é a sua simplicidade.
Geralmente, um agricultor que queira beneficiar das nossas propostas de valor tem que adquirir estações meteorológicas, sondas, painéis fotovoltaicos, etc. Estes implicam um elevado custo de implementação, manutenção e dependência de uma equipa técnica.
O Stoock, por sua vez, é um equipamento IoT ‘chave na mão’ que combina as principais características de todos aqueles equipamentos, é energeticamente autossuficiente, não tem cabos, é simples de instalar e, portanto, não requer a presença de equipa técnica.
Estes aspetos são verdadeiramente diferenciadores, porque nos permitem fazer um preço de entrada inferior e porque não limitam a escalabilidade do nosso negócio.
O principal objetivo desta solução é ajudar produtores agrícolas, consultores e empresas a gerir as necessidades hídricas das plantas e a prevenir pragas, doenças e fungos.
Desta forma, o utilizador pode poupar recursos – água, energia e produtos fitossanitários – e obter uma produção de melhor qualidade.
Depois de instalado no campo, o multisensor Stoock monitoriza vários parâmetros relativos às plantas. Os dados recolhidos ficam na cloud e podem ser analisados na app Agroop Cooperation .