Praganas: um perigo iminente para o seu animal de estimação

Com a chegada do bom tempo é muito comum as praganas começarem a causar estragos. Estes pequenos fragmentos de plantas podem espetar-se na pele dos nossos animais e causar feridas graves.

As praganas são partes de plantas secas que ficam presas no pêlo do cão e causar danos sérios.

Saiba mais sobre este perigo e como proteger o seu animal.

As praganas são pequenas espigas triangulares, resultantes de fragmentos de plantas que secaram devido ao calor. Por terem um formato triangular e pontiagudo espetam-se facilmente no pêlo e pele dos animais sendo difícil retirá-las.


Os animais de pêlo longo são normalmente os mais afetados, uma vez que estas ervas passam despercebidas no meio do pêlo e vão migrando, penetrando na pele. A ferida é formada mas o denso pelo esconde-a, assim o tutor só repara quando o animal começa a dar sinais de dor mais específicos.


Qualquer orifício pode ser uma porta de entrada para as praganas. Sendo que os mais comuns são os seguintes:

  • Pele, especialmente na zona das patas, nas membranas interdigitais, axilas e zona abdominal;

  • Pêlo;

  • Narinas;

  • Ouvidos;

  • Olhos.

É importante saber que as praganas vão progredindo, furando a pele devido à sua aguçada forma. Podem inclusive chegar a perfurar órgãos se não forem retiradas numa fase inicial.


QUE SINAIS O ANIMAL APRESENTA NA PRESENÇA DE PRAGANAS


Numa fase inicial, se a pragana estiver apenas no pêlo, o animal pode não manifestar nenhum sinal, daí que seja importante, sempre que o cão vai à rua e, especialmente se passeia no meio das ervas, fazer uma vistoria em todo o corpo do animal.


Caso afete a pele, pode causar infeções e abcessos. O animal irá manifestar sintomas como:

  • Dor no local afetado;

  • Claudicação (mancar) caso a pragana esteja espetada no espaço interdigital;

  • Rubor (vermelhidão);

  • Ferida no local em que a pragana perfurou, mas nem sempre é visível;

  • Inchaço no local onde se inseriu a pragrana, no caso de ocorrer abcesso e pode não ser perceptível nenhum buraco de entrada, neste caso.


Caso a pragana afete um ouvido, o animal irá desenvolver uma otite com aparecimento de cerúmen muito escuro. Pode provocar dor, mau-estar e desconforto.

Neste caso pode, até, perfurar o tímpano e causar complicações muito graves.


Se a pragana se alojar no olho do animal, pode cegá-lo. Vai provocar uma reação de corpo estranho no olho fazendo com que tenha os seguintes sinais:

  • Inflamação do olho;

  • Lacrimejamento;

  • Vermelhidão;

  • Prurido no olho, comichão;

  • Fotossensibilidade (sensibilidade à luz).


Todos estes sintomas podem surgir numa conjuntivite com outra causa. No entanto, neste tipo de conjuntivite por corpo estranho, a praga, sem retirar o agente causador o olho terá sempre tendência a piorar.


Muitas vezes é difícil perceber se a pragana está presente ou não no olho, pois pode sair entretanto e fazer com que o olho fique inflamado. Pode também ficar por baixo das pálpebras, sendo difícil perceber se está presente.


Assim, qualquer conjuntivite necessita de um exame minucioso realizado pelo médico veterinário para avaliar a presença de corpo estranho, correndo o risco do animal ficar cego.


Nas narinas, a pragana pode alojar-se e causar uma sensação de desconforto ao animal, fazendo com que espirre frequentemente para a tentar expulsar. Os espirros podem ter presença de sangue. Pode também, neste caso, coçar o focinho com muita intensidade.


Se vir uma pragana espetada no seu cão, caso esteja na pele, pode retirá-la. No entanto, convém sempre levá-lo ao médico veterinário para verificar se existem outras, ou se no local onde retirou existe alguma ferida que necessite de cuidados.

Se a pragana estiver em algum orifício, como nariz, ouvidos ou olhos não deve em nenhuma circunstância retirar a pragana sem supervisão do médico veterinário.


COMO PODE PROTEGER O SEU CÃO DAS PRAGANAS?


Uma vez que as praganas estão presentes em locais com muita vegetação, é aconselhável que, em alturas de calor, não permita que o animal esteja nesses locais. Para além das praganas, essas vegetações também são locais ideias para apanhar parasitas como pulgas e carraças.


No final de cada passeio deve também verificar o pelo do animal minuciosamente, principalmente nas zonas onde as praganas costumam penetrar.


Se o cão tiver um pêlo muito denso e comprido, escová-lo depois dos passeios pode ser uma boa ideia, pois irá ajudar a remover praganas caso existam e também a verificar a existência de pulgas e carraças.


Também em cães de pelo comprido pode optar por fazer tosquias durante o período de maior calor para evitar que as praganas fiquem presas no pêlo.



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