O QUE É UM OGM?

03.30.2018

Nos últimos anos muito se tem falado dos organismos geneticamente modificados (OGM’s), com uma forte reacção por parte de alguns sectores da sociedade.

No continente americano cada vez se cultivam mais sementes OGM, sendo que, no caso da soja, mais de 95% da área semeada é OGM.


Desde a domesticação e a invenção da agricultura que os seres humanos, através de selecção de plantas com características desejadas, têm alterado os genomas das plantas. Tradicionalmente, os agricultores seleccionavam todos os anos as plantas que cresciam melhor, recolhiam parte das sementes e cultivavam-nas no ano seguinte. Ao longo de décadas destes ciclos o agricultor vai tendo no seu campo plantas bem adaptadas às condições locais. Como as condições variam de sítio para sítio, as populações de trigo vão variando de localidade para localidade, acumulando cumulativamente uma grande biodiversidade naquilo que se chama “variedades tradicionais”.
Um trigo em Portugal está bem adaptado ao calor do Verão e um trigo na Suécia está bem adaptado a invernos rigorosos e verões amenos.

Para obter variedades com uma combinação de características desejáveis, nos finais do século XIX começou a usar-se uma técnica de melhoramento de plantas chamada hibridação.
Não sabemos quais são os genes que conferem certa resistência e adaptação, mas cruzamos as duas variedades de planta, o que leva a uma grande misturada aleatória de genes.
Na verdade não sabemos que outros genes terão sido recombinados, misturados, transmitidos mas, desde que, o híbrido tenha as características desejadas, é o que interessa.
 

Na União Europeia (UE) tem havido grandes restrições à cultura e comercialização destes produtos, o que tem levado as grandes multinacionais a tentarem todas as estratégias para contornar o problema.

Agora, temos uma decisão do Tribunal de Justiça da UE, que isenta as plantas que foram alvo da tecnologia de mutagénese, de cumprirem com os procedimentos de aprovação dos OGM’s na UE, isto considerando que alguns dos organismos são mesmo OGM’s.

O problema parece estar na directiva comunitária, que não proíbe a isenção de ADN estranho para que seja considerado OGM, mas sim somente se o material genético for modificado por um método não natural.

Trata-se portanto de uma questão técnica, que não está contemplada na directiva e que já está a levantar alguma celeuma, com organizações a pedirem a revisão da directiva.

Apesar disto, o tribunal considera que os diferentes Estados Membros podem decidir pela sua proibição no seu território.

in: Agroinfo.pt

VAMOS MAIS UMA VEZ SACRIFICAR A AGRICULTURA PELA INDÚSTRIA E SERVIÇOS?

03.30.2018

A Comissão Europeia prepara-se mais uma vez para sacrificar a agricultura europeia pela indústria e serviços.

 

Falamos das negociações com o Mercosul, que a Comissão quer terminar até ao final deste mês, em que está disposta a oferecer quantidades para a importação de carne de porco, de bovino, de aves e de açúcar (etanol) a taxas de importação zero.

 

Se, no caso da carne de porco, os brasileiros não estão muito interessados e, portanto, aceitam uma quantidade pequena, o mesmo não acontece para outros sectores, em que as quantidades vão perturbar o mercado interno, com graves prejuízos para os produtores.

 

Na carne de bovino a Comissão já ofereceu 70.000 toneladas, mas está disposta a ir mais além. Devemos salientar que esta carne não se refere à carcaça do bovino, mas sim a peças de alto valor, como por exemplo, lombos, rosbifes e picanhas.

 

Não podemos esquecer que os países do Mercosul não têm os mesmos padrões de produção e de segurança alimentar que a União Europeia (UE) e de que nos orgulhamos, pelo que, se por um lado a concorrência torna-se desleal, por outro lado estamos a pôr em perigo os nossos elevados padrões de segurança alimentar.

 

No caso da carne de frango, o problema é semelhante e estamos a pôr em causa a produção anual na UE de 150 milhões de frangos, ou seja, o equivalente ao que um país como a Bélgica produz.

 

No que diz respeito ao açúcar é impossível competir com o açúcar de cana, que é cultivado muitas vezes em terrenos virgens desmantelados ilegalmente na floresta amazónica.

 

Não se compreende assim a posição do governo português, que defende a conclusão deste acordo o mais rapidamente possível.

in: Agroinfo.pt

Água salgada pode substituir água doce e afetar agricultura, alertam especialistas

09.04.2017

A seca está a provocar a diminuição dos caudais dos rios e a substituição da água doce por água salgada, que afeta terrenos agrícolas e mesmo aquíferos, alertam especialistas ouvidos pela Lusa.

Em 2004/2005 a maré alta no rio Tejo chegou a Valada do Ribatejo, concelho do Cartaxo, e em Vila Franca apanhavam-se corvinas e robalos (peixes de água salgada que toleram água de baixa salinidade), recordou à Lusa Eugénio Sequeira, ambientalista e antigo presidente da Liga de Proteção da Natureza.

E agora, acrescenta, está a acontecer de novo, “em qualquer rio, em Aveiro, em Coimbra, na foz do Guadiana…”.

Mas além da entrada da água do mar rios dentro a especialista em recursos hídricos Carla Graça, da associação ambientalista Zero, aponta “a introdução salina nos aquíferos” (reservas de água subterrâneas) como outra consequência da seca.

Na página da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dados do final de julho indicam que parte das massas subterrâneas observadas “se apresentam, na generalidade, inferiores às médias mensais” e que em 25 delas os níveis de água são “significativamente inferiores” aos valores médios mensais.

Também questionado pela Lusa, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) admitiu que diminuindo o caudal dos rios “há uma maior intrusão de sais vindos do mar, que podem originar mais sais na água de rega e, consequentemente, provocar a sua acumulação no solo”.

No entanto, acrescenta, se no inverno seguinte à seca chover normalmente os sais acumulados são lixiviados e a água dos rios também volta à sua salinidade normal. “Só um ano de seca não irá tornar os terrenos improdutivos”, conclui o INIAV.

Eugénio Sequeira entende no entanto que “a rega, a longo prazo, vai ser um problema complicadíssimo”. E fala da seca mas também dos fogos e das cinzas depositadas nas albufeiras. “Que água vamos beber quando começar a chover?”, questiona.

O especialista fala de outro problema que os solos vão enfrentar, a alta concentração de sódio. O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas diz, em informação disponível ‘online’ que a sodização é a maior ameaça da salinização e que o sódio tem um efeito negativo no crescimento das plantas.

A solução é “lavar” os terrenos e para isso é preciso mais água, que não há, diz Eugénio Sequeira. “Quanto mais seca mais água é necessária. Estamos a caminhar a passos largos para a catástrofe”, por causa da seca, das alterações climáticas, do desordenamento e da incapacidade dos portugueses de trabalharem em conjunto, resume Eugénio Sequeira.

Filipe Duarte Santos, investigador e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, resume assim os problemas: já estamos a sofrer as consequências das mudanças climáticas.

Em toda a região mediterrânica houve nos últimos 55 anos uma redução da precipitação de 40 milímetros por década, e “isto afeta muito tudo o que depende dos recursos hídricos, a disponibilidade de água, a qualidade, a agricultura, a intrusão salina”, diz o professor.

Em resumo também, diz Filipe Duarte Santos: “a situação é grave”. E em Portugal, se não chover nas próximas semanas a água que vem dos rios que nascem em Espanha será menos e com menos qualidade.

A seca, as ondas de calor, é algo a que temos “de nos adaptar”, afirma, admitindo que o futuro possa passar pela dessalinização da água do mar.

Até lá “estamos a brincar com coisas sérias”, afirma Eugénio Sequeira, assumidamente irritado com o que vê, ou que não vê, que cita estudos que admitem que o deserto do Saara vai chegar ao rio Tejo, que alerta para as cinzas dos incêndios que são hidrófobas (impedem a infiltração da água).

“A prioridade é reter as águas nas encostas, é o que se deveria fazer onde houve fogos. É preciso fazer charcos onde a água se infiltrasse. E isso não está a ser feito em lado nenhum”, avisa. Não há, conclui, ordenamento, medidas de fundo.

E Carla Graça ainda acrescenta outro dado: “nos incêndios há a queima de biomassa que provoca a formação de compostos voláteis que são cancerígenos. Vão para a atmosfera e depois depositam-se no solo. No ano passado foram encontrados concentrados elevados em Vila Velha de Ródão”.

O INIAV sugere que em anos de seca se faça uma melhor gestão da água de rega mas a Zero diz que o Programa Nacional para o uso Eficiente da Água está “na gaveta há quatro anos”, e que as medidas preconizadas pela Comissão de Acompanhamento da Seca de 2012 não foram implementadas. Sobre isso Eugénio Sequeira teria uma pergunta a fazer.

Fonte: Observador

Cooagrical CRL em mais uma visita à Feira Nacional da Agricultura 2017

06.11.2017

No passado dia 12 de Junho, tal como vem sendo hábito em edições anteriores, a COOAGRICAL  fez questão de, mais uma vez, levar alguns dos seus associados a um dos maiores certames agrícolas do nosso país. 

A visita à Feira Nacional de Agricultura continua a proporcionar, a todos os seus visitantes, uma experiência única onde o passado, presente e futuro se fundem em plena harmonia fazendo deste, um evento único do sector.

Abrangente e diversificada, a FNA 17, é o local certo para encontrar as últimas inovações do mercado, assistir a sessões de esclarecimentos, a demonstrações de produtos, e é também, o local ideal para apurar os nossos sentidos, desfrutando de intensos sabores através de uma ampla mostra gastronómica.

A Cooagrical, despede-se assim de mais uma Feira Nacional Da Agricultura, agradecendo a todos os sócios que connosco embarcaram nesta agradável viagem, deixando desde já, a promessa de um regresso para a próxima edição da FNA.  

E DEPOIS DO FOGO?

06.20.2017

Numa altura em que várias zonas do país estão a ser fustigadas pelos incêndios e que estes, à medida que vão sendo extintos deixam um rasto de destruição, achamos oportuno a partilha de um artigo do Naturlink sobre o "depois do fogo".

Um incêndio tem toda uma série de efeitos que se verificam, quer na área ardida, quer nas proximidades e que causam inúmeros problemas e produzem alterações generalizadas aos mais diversos níveis.  

GOVERNO CRIA COMISSÃO PARA ANTECIPAR MEDIDAS DE COMBATE AOS EFEITOS DA SECA

O Diário da República Eletrónico publicou a Resolução do Conselho de Ministros que cria a Comissão Interministerial de Acompanhamento da Seca.

A Comissão Interministerial terá como tarefas principais a aprovação e o acompanhamento da implementação do Plano de Prevenção, Monitorização e Contingência para Situações de Seca e a definição de orientações de caráter político no âmbito da seca.

DECLARAÇÕES DE EXISTÊNCIAS DE SUÍNOS

O IFAP disponibilizou informação estatística atualizada relativa às declarações de existências de suínos do ano de 2016 e 2017. Esta informação pode ser consultada no menu Estatísticas do portal do IFAP.

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Protecção da Cultura da Batata - Soluções Syngenta

April 10, 2018

A Syngenta promoveu no passado dia 21 de Fevereiro, nas instalações da Louricoop, uma sessão formativa sobre estratégias de protecção da cultura da batata.

No evento, onde estiveram presentes cerca de 115 agricultores e técnicos, a Syngenta apresentou as suas soluções para esta cultura, destacando os seguintes produtos:

Carial Flex - fungicida com elevada resistência à lavagem (chuva)

Score 250 EC - para o controlo da alternariose

Arcade - herbicida selectivo de pré-emergência

Carial Flex é o novo fungicida anti-míldio da empresa e segundo a Syngenta, contém na sua formulação «uma combinação versátil de duas substâncias activas: a mandipropamida (25%) e o cimoxanil (16%)», tornando este produto extremamente robusto no combate ao míldio.
A mandipropamida tem máxima acção em aplicações preventivas uma vez que inibe rapidamente o crescimento do fungo.
Por sua vez, o cimoxanil tem um modo de acção multimetabólico,  que actua de forma  preventiva, curativa e anti-esporulante para além de estimular as defesas da planta.
António Gomes, presidente da Louricoop, indicou que «alguns dos agricultores associados da Louricoop experimentaram o Carial Flex em ensaios de batata nos últimos três anos, comprovando que o produto tem resistência à lavagem, porque adere bastante bem e de forma rápida à camada cerosa das folhas».

António Gomes referiu que Carial Flex  pode ser visto como, «uma nova ferramenta importante para manter a sanidade da cultura».

Este fungicida encontra-se disponível para venda nas seguintes apresentações. embalagens de 5 kg  e de 60 g. 

 

Para o controlo da alternariose – doença que afecta tubérculos, caules e folhas da batateira, a empresa aconselha o fungicida sistémico Score 250 EC, à base de difenoconazol.

No que respeita ao controlo das infestantes, a Syngenta recomenda,  Arcade, herbicida selectivo à base de metribuzina e prosulfocarbe, para aplicação em pré-emergência. Este produto tem se verificado eficaz no controlo das principais infestantes anuais dicotiledóneas e em algumas gramíneas.
De salientar que o Arcade tem acção sobre a erva-feijoeira (Fallopia convolvulus), uma das infestantes frequentes na cultura da batateira.

Imagens retiradas da internet

Semana Hortícola do Oeste acontece em Abril

April 09, 2018

A Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche, recebe nos dias 12 e 13 de Abril a edição deste ano da Semana Hortícola do Oeste, um evento organizado pela AIHO – Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste.

Alterações climáticas e a sua influência na gestão da água e no regadio será o tema central do encontro, onde haverá lugar a uma conferência de tecnologia e horticultura. Além disso, vão ser feitas visitas técnicas a explorações e centrais hortícolas locais no dia 12.

O segundo dia do evento será dedicado aos estudantes, com um fórum próprio sobre a temática mencionada. O almoço tem um custo de 15€. A participação nas conferências e nas visitas técnicas é gratuita mas deverá efectuar inscrição.

Os cuidados a ter com a lagarta do pinheiro.

February 20, 2018

Quem mora perto de pinheiros e tem crianças ou cães deve estar atento à processionária, a lagarta do pinheiro que se desloca em fila. São vários os casos de urticária e problemas respiratórios por este inseto, particularmente ativo nos meses de final de inverno e início de primavera. No caso dos animais, a alergia pode ser fatal.

Cereais deverão ter a pior campanha "dos últimos 100 anos"

February 20, 2018

A campanha de cereais em Portugal vai ter em 2018, pelo quinto ano consecutivo, uma diminuição de área instalada. O Instituto Nacional de Estatística (INE) prevê mesmo "a pior dos últimos 100 anos".

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