PALMEIRA-AZUL: UMA PLANTA, UMA HISTÓRIA

Para a maioria das pessoas, as palmeiras não são mais que plantas com um espique e uma coroa de folhas, umas em forma de leque, outras pinadas, que não precisam de água de rega e dão pouco trabalho. E que, por isso, podem ser plantadas em qualquer lado e com qualquer tamanho.


Nada de mais errado. As palmeiras constituem uma complexa e extensa família (Arecaceae ou Palmae), que, pela sua diversidade morfológica, agrega cerca de 200 géneros e 2500 espécies. Todas elas com identidade própria; preferências específicas quanto ao tipo de solo; necessidades diversas no consumo de água, diferentes resistências à exposição solar, ao frio e aos ventos, especialmente aos marítimos, carregados de sal.


As primeiras palmeiras surgiram no Cretácico, o último período da Era Mesozóica ou Secundária, que começou há 145 milhões de anos e terminou há 66 milhões de anos. Salvo um pequeno número de exceções, as palmeiras têm o seu habitat nas regiões tropicais, mas nem sempre foi assim. Durante a Era Terciária ou Cenozóica, o clima do globo era mais quente e as palmeiras prosperavam na Europa Central. Com as glaciações do Quaternário, umas espécies sucumbiram, outras recuaram na direção do Trópico de Câncer.


A espetacular palmeira-azul, natural do Norte e do Ocidente da grande ilha de Madagáscar, no oceano Índico, ostenta a classificação botânica Bismarchia nobilis: o género Bismarchia, só possui esta espécie, foi criado em homenagem a Otto von Bismark (1815-1898), primeiro chanceler da Alemanha; o específico nobilis — significa nobre — pretende revelar as virtudes daquela que é considerada a rainha das palmeiras.



BI

Nome científico: Bismarchia nobilis

Nome vulgar: Palmeira-azul

Porte: Planta arborescente

Família: Arecaceae (Palmae)

Origem: Madagáscar

Moradas: Jardim Botânico da Madeira – Eng.o Rui Vieira


Dimensão

Gosta de viver bem exposta ao sol, necessita de solos férteis e boa drenagem. Na natureza, pode atingir 25 metros de altura. Cultivada, tem crescimento rápido, mas raramente ultrapassa os dez metros.


As folhas e as flores

As folhas, em forma de leque, azul-prateadas, possuem os pecíolos cobertos por um material macio e não têm espinhos. As flores unissexuais, organizadas em inflorescências interfoliares pendentes, surgem em plantas separadas. Na Madeira, podem ser observadas entre janeiro e março.


Os frutos

As plantas femininas produzem frutos com 3 cm de diâmetro, que ficam castanhos quando maduros. É necessário cultivar plantas masculinas e femininas, perto umas das outras, para que haja polinização e sementes férteis. Cada fruto possui uma única semente, que demora entre seis e oito semanas a germinar.




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Fotografias: Raimundo Quintal

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